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27 de outubro de 2026

SÉRIE MITOLOGIA GREGA - A HISTORIA DE ECO E NARCISO




ECO E NARCISO - A VOZ QUE AMA E O ROSTO QUE NÃO AMA

*Prólogo - Dois Castigos*

Na mitologia grega, os deuses raramente puniam com a morte. Eles puniam com a eternidade. Faziam você viver para sempre dentro do seu próprio erro.

Foi assim com Eco e com Narciso.

*Capítulo 1 - Eco, a ninfa que falava demais*

Eco era uma Oréade, uma ninfa das montanhas, filha do ar e da pedra. Linda, falante, inteligente. Zeus gostava dela porque ela o ajudava. Quando Hera desconfiava que Zeus estava com outras ninfas, Eco distraía Hera com conversas longas, histórias intermináveis, dando tempo para Zeus fugir.

Quando Hera descobriu o truque, não ficou com raiva de Zeus - os deuses nunca ficam com raiva de Zeus. Ficou com raiva de Eco.

E lançou a maldição: "Você que tanto fala, a partir de agora só falará por último. Você nunca mais terá a primeira palavra. Só poderá repetir a última palavra que os outros disserem."

Eco foi condenada a não ter voz própria. A ser apenas o eco da voz dos outros. Envergonhada, fugiu para as cavernas e para as florestas, onde até hoje, se você gritar, ela te responde.

*Capítulo 2 - Narciso, o menino que nasceu bonito demais*

Longe dali, às margens do rio Cefiso, o deus-rio se apaixonou pela ninfa Liríope e a violentou. Dela nasceu um menino de uma beleza que nunca se tinha visto no mundo.

Liríope, com medo, foi consultar o adivinho cego Tirésias, o único homem que já tinha sido mulher e que sabia o futuro.

"Meu filho viverá muito?" - ela perguntou.

Tirésias respondeu: "Sim, se nunca conhecer a si mesmo."

O menino se chamava Narciso.

Ele cresceu. E a profecia se cumpriu ao contrário: todos que o conheciam se apaixonavam por ele, homens e mulheres, ninfas e mortais. Mas ele não amava ninguém. Achava todos indignos. Seu coração era de pedra fria, polida como um espelho.

*Capítulo 3 - O encontro*

Um dia, Narciso foi caçar veados nas montanhas com seus amigos. Se perdeu do grupo. E Eco, que vivia escondida naquela montanha, o viu.

Foi amor à primeira vista. Pela primeira vez desde a maldição, Eco quis falar. Quis dizer: "Que lindo você é, fica comigo."

Mas não podia. Não tinha a primeira palavra.

Narciso, perdido, gritou: "Tem alguém aqui?"

Eco, feliz por poder finalmente responder, repetiu: "Aqui! Aqui! Aqui!"

"Venha!" - gritou Narciso.

"Venha! Venha! Venha!" - respondeu Eco, e saiu de trás das árvores, de braços abertos.

Narciso tomou um susto. Viu aquela ninfa apaixonada correndo para ele e sentiu nojo.

"Me deixa! Prefiro morrer do que te dar --meu amor!" - gritou ele.
-Eu te odeio

Eco só pôde repetir a última parte, chorando: "Eu te odeio... 

Rejeitada, Eco voltou para a caverna. Não comeu, não bebeu. De tristeza, foi definhando, definhando, até que seu corpo virou pedra e só sobrou a voz. A voz que até hoje mora nas montanhas.

*Capítulo 4 - A vingança das ninfas*

Os deuses viram aquilo. As outras ninfas que também tinham sido rejeitadas por Narciso foram pedir justiça à Nêmesis, a deusa da vingança justa, da retribuição.

Nêmesis não perdoou. Ela decretou: "Narciso, já que você nunca amou ninguém, você vai amar como ninguém nunca amou. Mas vai amar alguém que nunca poderá ser seu."

No dia seguinte, com muito calor da caçada, Narciso chegou a uma fonte de água cristalina no bosque, uma fonte onde nunca nenhum animal, nenhum pastor tinha bebido. A água era como um espelho virgem.

Ele se abaixou para beber.

E viu.

Viu um rosto lindo dentro da água. Pela primeira vez na vida, conheceu alguém digno do seu amor. Ele mesmo.

"Que belo jovem!" - ele disse para o reflexo. O reflexo mexeu os lábios junto.

Ele se apaixonou perdidamente. Ficou ali, de joelhos, horas, dias, tentando tocar aquele jovem, que fugia quando ele tocava a água. Tentava abraçar e só abraçava água.

Tirésias tinha razão: ao conhecer a si mesmo, sua vida acabou.

Narciso não comia, não dormia, não saía da beira da fonte. Chorava e o reflexo chorava com ele. O amor que ele sentia era tão grande que o consumia.

Até que, fraco, ele entendeu: aquele era ele mesmo. Não poderia nunca ter aquele amor.

Deitou-se na margem e morreu de amor por si. Outros dizem que se afogou tentando se beijar. Quando as ninfas foram buscar seu corpo para enterrar, no lugar dele havia uma flor branca e amarela, de cabeça baixa, olhando para a água para sempre.

A flor de Narciso.

*Capítulo 5 - O Significado*

Essa é a história mais atual de toda a mitologia grega.

*1. Eco é o amor que não tem voz própria.* É quem vive para repetir o outro, quem perde a própria identidade para agradar. Hoje chamamos de ecoísmo: a pessoa que só existe em função do amor do outro, que não tem mais opinião, desejo, primeira palavra. E que no fim, de tanto se anular, vira só pedra e voz. Eco morreu porque amou alguém que não a viu.

*2. Narciso é o amor que só tem a si.* É a vaidade que vira prisão. Ele não conseguia amar ninguém porque ninguém era tão perfeito quanto a imagem que ele tinha de si mesmo. Quando finalmente amou, amou a única pessoa que nunca poderia corresponder: ele mesmo. É o castigo perfeito. O narcisista não é quem se ama demais, é quem não consegue amar ninguém, nem a si de verdade, só a sua imagem.

Os gregos colocaram os dois juntos de propósito. Uma que só diz o que o outro diz, e um que só escuta a si mesmo. Um casal impossível.

E o lago onde ele morreu é o símbolo: toda pessoa vaidosa precisa de uma água parada, sem profundidade, para se refletir. Num rio corrente, num mar agitado, o reflexo se quebra. O narcisista precisa de gente parada, como Eco, para se admirar.

É por isso que até hoje, quando alguém só fala de si, chamamos de narcisista. E quando alguém numa caverna repete nossa última palavra, lembramos de Eco.

Dois amores que deram errado do mesmo jeito: um por amar pouco a si, outro por amar demais.

Imagina: Eco ama aquele cara mais que tudo. O sonho dela é dizer "eu te amo". E o que Narciso grita pra ela é "eu te odeio".

E ela, por causa da maldição, não pode responder, não pode se defender, não pode dizer "não, por favor". Ela é obrigada a repetir a última palavra. Ela tem que dizer com a própria boca "eu te odeio".

Pra quem ama, ter que dizer "eu te odeio" pra pessoa amada é pior que morrer. É como se ela tivesse que concordar com a própria rejeição. Ter que falar a frase que mata ela mesma.

Por isso ela não aguenta. Ela não morre porque ele disse. Ela morre porque ela teve que dizer. Foi a voz dela mesma repetindo o ódio que acabou com ela.

Já NARCISO, Não é que ele se amava demais. É que ele tinha MEDO de amar.


O Narciso não era forte, ele tinha medo. Medo de sofrer, medo de perder, medo de não ser amado de volta. Aí o que ele faz? Bota um escudo. Diz pra todo mundo "vocês não são dignos de mim". Não é que ele se achava demais, é que se ele falar que os outros não prestam, ele não precisa tentar.

E esse escudo que era pra proteger, vira a prisão.

Porque ninguém consegue tocar nele. Eco tentou tocar e ele não deixou. As ninfas tentaram e ele não deixou. No final, quem ele deixou tocar? Só ele mesmo, no reflexo. Que não toca de volta.

E aí se morre na solidão. Cercado de gente que queria amar ele, mas sozinho porque achou que ninguém merecia.

"É um escudo que ninguém chega perto da gente, porque a gente se ama. Esse amor desmedido por nós mesmo faz com que a gente não consiga deixar com que ninguém nos toque"

O amor é fogo que arde se ver e ferida que sangra sem doer.
Se alguém quer ser amado tem que se permitir ser tocado.
Pode ser acariciado mas também pode ser ferido. 

A HISTÓRIA DE LUIZ GONZAGA E DE GONZAGUINHA





GONZAGAS - A SANFONA E O CORAÇÃO

*Prólogo - Dois Nomes, Um Destino*

Nunca coube um Luiz só naquela família. Precisou nascer dois.

*O Menino do Sertão*

Exu, Pernambuco, 1912. O menino Luiz Gonzaga do Nascimento cresceu ouvindo duas coisas: o fole de oito baixos de Januário, seu pai, e o choro da sanfona quando a seca apertava. Januário concertava a roça e concertava gente com música. O filho aprendeu cedo que uma sanfona bem tocada valia mais que chuva.

Ele foi pra cidade grande com a roupa do corpo, a sanfona nas costas e um chapéu de vaqueiro que todo mundo ria. No Rio de Janeiro, no programa de calouros do Ary Barroso, ele tirou nota baixa até trocar o terno pelo gibão. Quando tocou "Vira e mexe", o Brasil entendeu: aquele não era um músico, era o sertão em pessoa. Veio Asa Branca, com Humberto Teixeira, veio a consagração. 


*Capítulo 1 - O Filho Que Ele Escolheu Ter*

O ano é 1945, Rio de Janeiro. Luiz Gonzaga do Nascimento já é o Gonzagão, estourado na Rádio Nacional. Ele se apaixona por uma cantora linda do Dancing Brasil, Odaléia Guedes dos Santos, a Léia.

O detalhe que pouca gente tem coragem de contar: quando Léia conheceu Luiz, ela já estava grávida. De outro homem.

Luiz, apaixonado, não ligou. Falou: "Esse filho é meu". No dia 22 de setembro de 1945, nasceu Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior. Gonzagão foi no cartório e registrou como filho dele. Deu nome, deu sobrenome. Assumiu tudo. Por isso que nos registros oficiais ele é filho registrado, mas não biológico do Rei do Baião.

Pouco tempo depois, o amor acabou. Briga atrás de briga. Eles se separam com menos de 2 anos juntos.

*Capítulo 2 - Órfão Duas Vezes*

Em 1947, Léia morre de tuberculose. Tinha só 22 anos. Gonzaguinha tinha 2 anos e meio, ficou órfão de mãe. 

Gonzagão queria levar o menino. Ele já estava com Helena Cavalcanti, professora pernambucana que virou sua secretária e depois sua mulher pra vida toda. Ele pediu pra Helena: "Cria ele como se fosse seu".

Helena não aceitou. Ela não queria ligação com o passado dele. Disse: ou eu, ou o menino. Na época ela não podia engravidar e queria adotar uma menina depois - que foi a Rosinha. Ela queria uma filha, não um filho. 

Sem ter o que fazer, porque vivia na estrada, Gonzagão fez o que doeu mais: entregou o filho pros padrinhos de batismo, o casal Leopoldina, a Dina, e Henrique Xavier Pinheiro, o Xavier. 

Xavier era pobre, violonista de rua, o "Baiano do Violão" da calçada de Copacabana e do Estácio. Dina era lavadeira. Moravam no Morro de São Carlos, no Estácio, no centro do Rio. Mesmo sendo muito pobres, criaram Gonzaguinha com os outros filhos deles, com muito carinho. 

Luiz continuava mandando dinheiro e visitando sempre que podia. Mas quem ensinava o menino a tocar viola, quem dava bronca, quem cuidava, era Xavier. 

*Capítulo 3 - O Menino Que Quase Morreu*

A infância de Gonzaguinha foi dura. Furou o olho esquerdo 3 vezes brincando, perdeu 80% da visão. Carregava sacola na feira pra ganhar trocado, avisava os bicheiros quando a polícia chegava.

E aos 11, 12, 14 anos - depende do relato - ele contraiu a mesma doença que matou a mãe: tuberculose. 

Ficou internado num sanatório. Muito magro, muito doente, quase morreu. Quem salvou ele foram os padrinhos. Dina e Xavier tiraram ele do sanatório e levaram pra casa, pra cuidar em casa, com chá, comida, carinho. Se deixasse lá, ele morria igual à mãe. Foi ali que ele se agarrou à vida.

A primeira música dele, "Lembranças da Primavera", ele fez aos 14 anos, ainda convalescendo.

*Capítulo 4 - O Doutor e o Rancor*

Aos 16 anos, em 1961, Gonzagão leva ele pra morar em Cocotá, na Ilha do Governador, pra estudar. Quer dar um futuro. Gonzaguinha vai estudar Economia na Cândido Mendes.

Mas os dois são iguais, orgulhosos demais. Brigam feio. Gonzagão, autoritário, quebra o violão do filho numa discussão e fala a frase que marcou a vida do menino: "Só te reconheço como meu filho quando você tiver um anel de doutor".

Gonzaguinha termina a faculdade só de raiva. Vira doutor em Economia. Mas larga tudo. Funda o MAU - Movimento Artístico Universitário - com Ivan Lins, Aldir Blanc. Vira o "cantor rancor", com músicas censuradas pela ditadura. 54 de 72 músicas censuradas. Era protesto puro.

E o pior: quando descobre na adolescência que não era filho biológico de Gonzagão, ele corta relação de vez. Fala em entrevista que não tem pai.

*Capítulo 5 - A Volta Pra Casa*

O tempo cura. Nos anos 80, já famoso com "Explode Coração", "Sangrando", "O Que É, O Que É", Gonzaguinha entende.

Ele vai visitar o pai doente. Gonzagão já com osteoporose, cansado de estrada. Não falam de quem é filho de quem. Gonzaguinha canta "Odaléia", que ele fez pra mãe que nunca conheceu: "Minha cantora esquecida das noites brasileiras, te amo".

Eles fazem as pazes no palco. Turnê de pai e filho. O Rei do Baião de chapéu de couro e o Príncipe da cidade de barba. Cantam "A Vida do Viajante" juntos.

Gonzagão morre em 2 de agosto de 1989. Quer ser enterrado de gibão em Exu.

Gonzaguinha morre em 29 de abril de 1991, com 45 anos, num acidente de carro na BR-280 no Paraná, voltando de show.

Pai e filho. Um escolheu o outro. Não foi sangue, foi escolha. E por isso a história é mais bonita ainda. Porque Gonzagão não precisava registrar aquele menino. Mas registrou. E Gonzaguinha não precisava perdoar aquele pai ausente. Mas perdoou.

É isso que faz deles eternos.




24 de outubro de 2026

MPOX- O QUE VOCE PREXISA SABER




*MPOX: O QUE VOCÊ PRECISA SABER*

A Mposx é uma doença viral causada por um vírus da mesma família da varíola humana. A varíola humana foi erradicada em 1980, mas a Mpox não. Ela continua circulando, com surtos no Brasil e no mundo nos últimos anos.

*COMO PEGA:*
Pega por contato direto com as feridas, bolhas ou cascas de quem está doente. Também por contato prolongado pele a pele, beijo, relação sexual, e por objetos contaminados como toalha, roupa de cama. Não pega só de passar perto na rua.

*SINTOMAS PRINCIPAIS:*
1. Febre, dor de cabeça forte, dor no corpo, cansaço e íngua inchada - isso vem primeiro.
2. Depois de 1 a 4 dias aparece o rash: manchas que viram bolhas com pus, que depois secam e viram casca. Dói e coça muito.
3. As bolhas aparecem mais no rosto, mãos, pés, virilha e região genital, mas pode ser no corpo todo.

*QUANTO TEMPO DURA:*
De 2 a 4 semanas. A pessoa transmite desde o começo dos sintomas até todas as cascas caírem e a pele cicatrizar.

*O QUE FAZER:*
- Se tiver febre + bolhas, vá na Unidade de Saúde e evite contato com outras pessoas.
- Não estoure as bolhas.
- Lave as mãos, não compartilhe toalha, roupa e use máscara se precisar ficar perto de alguém.
- Não tem tratamento específico, o corpo combate sozinho. O médico vai tratar a dor e evitar infecção das feridas. Casos graves são raros.

*PREVENÇÃO:*
Vacina existe, mas no SUS hoje é só para quem teve contato de risco ou profissionais de saúde expostos. A prevenção do dia a dia é evitar contato pele a pele com quem tem feridas suspeitas.

Suspeitou, procura a Unidade de Saúde. Não fica em casa esperando passar.

*SITUAÇÃO HOJE NO BRASIL:*
O Brasil tem *149 casos registrados este ano - 140 confirmados em laboratório e 9 prováveis*. Não tem nenhuma morte em 2026. No ano passado foram 1.079 casos e 2 mortes. 

Onde tá concentrado:
- *São Paulo: 93 casos - 66% do total nacional*
- *Rio de Janeiro: 18 casos* já confirmados
- Depois Minas com 11, Rondônia, Roraima e outros. e336

Ou seja, o risco no Rio existe, mas não é surto descontrolado. Tá espalhado em 13 estados, e o SUS tá investigando mais 570 suspeitos.

*VAI VIR FORTE PRO RIO?*

Tem risco de subir porque a transmissão é por contato pele a pele muito próximo. Mas o Ministério diz que não configura crise sanitária, cenário é controlado. O SUS tá fazendo busca de contatos e acompanhando por 14 dias cada caso pra cortar a cadeia. e336

*ESTÃO IMUNIZANDO?*

Não tem vacinação em massa,  A vacina não entrou no calendário de rotina do SUS.

A vacinação hoje é só para dois grupos, conforme o Ministério: d4d1

*1. Pré-exposição:* Pessoas vivendo com HIV/Aids com CD4 abaixo de 200, e profissionais de laboratório que mexem com Orthopoxvírus 3063

*2. Pós-exposição:* Quem teve contato de médio ou alto risco com caso confirmado, tem que tomar até 4 dias depois do contato d4d1

Se você não é desse grupo, não vai ter vacina no posto.


*O QUE ESTÃO FAZENDO PRA ACABAR:*

- Notificação compulsória em 24h
- Teste por PCR da secreção da bolha
- Isolamento até a casca cair toda
- Não tem remédio específico aprovado, é tratar sintoma e dor
- Orientação: se tiver febre + íngua + bolha, vai na unidade e não fica tocando nos outros. 3c3a


QUEM VAI SER O NOVO JAMES BOND




*NOVO 007: QUEM VAI SER O PRÓXIMO JAMES BOND E COMO A FRANQUIA VAI RESSUSCITAR O AGENTE APÓS A MORTE EM 007 - SEM TEMPO PARA MORRER*

A corrida pelo próximo James Bond entrou na reta final. Cinco anos após a morte de Daniel Craig em 007 - Sem Tempo Para Morrer, a Amazon MGM Studios começou nesta sexta-feira, 23 de outubro, os testes finais de tela em Londres para definir o novo 007.

*OS FAVORITOS*




O escocês *Jack Lowden, 36 anos*, é o grande favorito. Estrela de Slow Horses (Apple TV+) e de Dunkirk, de Christopher Nolan, ele lidera todas as casas de apostas com 8/13, cerca de 62% de chance. Seria o primeiro Bond escocês desde Sean Connery. Até o colega de elenco Gary Oldman já declarou: "Eles escolheram ele. Ainda não anunciaram".

Os concorrentes diretos são:

*1. Callum Turner, 36 anos* - 3/1 (25%). Fez Animais Fantásticos e Masters of the Air. É o segundo colocado e está nos testes finais.
*2. Josh O'Connor, 36 anos* - 7/1 (13%). Vencedor do Emmy por The Crown, onde viveu o Príncipe Charles.
*3. Jack O'Connell* - 12/1 (8%). De This Is England e Pecadores (Sinners).

Nomes como Aaron Taylor-Johnson, Henry Cavill, Jacob Elordi e Richard Madden, que lideraram as bolsas por anos, já estão fora da disputa final, segundo o The Hollywood Reporter.

O anúncio oficial é esperado para novembro ou dezembro de 2026.

*O QUE JÁ ESTÁ PROGRAMADO PARA BOND 26*

- *Direção:* Denis Villeneuve (Duna)
- *Roteiro:* Steven Knight (Peaky Blinders)
- *Produção:* Amy Pascal e David Heyman, com controle criativo total da Amazon MGM desde fevereiro de 2025
- *Filmagens:* Só começam em 2027, após o lançamento de Duna: Parte 3, em 18 de dezembro
- *Estreia prevista:* 2028
- *Bond Girl:* Margaret Qualley lidera as apostas com 33%, seguida por Sydney Sweeney e Anya Taylor-Joy com 25% cada

*COMO VÃO RESOLVER A MORTE DO 007?*

Esta é a maior dúvida desde 2021. Pela primeira vez em 60 anos, James Bond morreu na tela, explodido por mísseis após ser envenenado com nanorobôs.

A solução já foi definida pelos produtores e pelo diretor Martin Campbell, responsável por dois reboots da franquia (007 Contra GoldenEye e Cassino Royale):

*Vai ser um reboot total. Zero continuidade.*

Bond 26 vai ignorar completamente a morte. Não haverá explicação, não haverá multiverso, não haverá sonho. Será um novo ator, nova linha do tempo, novo elenco de apoio. Como disse Campbell: "Quando fizerem o próximo Bond, eles vão ignorar completamente o fato de que ele foi morto e o Bond vai continuar. É simples assim".

Isso também está ligado à origem. Ian Fleming, criador do personagem em 1953, tinha uma regra: Bond nunca morre. Nos livros, ele até parecia morrer em Moscou Contra 007, mas voltava em Dr. No. O novo filme deve voltar às raízes dos livros, adaptando histórias do começo da carreira do agente, antes de se tornar o 00-sete.

No final dos créditos de Sem Tempo Para Morrer já estava a pista: "James Bond Will Return" - James Bond retornará. Não Daniel Craig. O personagem é eterno.

ANALISE DO DEBATE PRESIDENCIAL DA GLOBO



Debate Globo: Lula x Flávio Bolsonaro (23/10)

Ontem foi o último cara a cara antes da eleição de domingo (25/10). Mediação do César Tralli, 4 blocos, mais de 2h de debate. Foi o debate mais tenso da campanha.

*1. O que marcou 

- *Economia e poder de compra:* 

Foi o tema que mais tempo tomou. Flávio bateu na carga tributária, no IVA e no preço dos alimentos. Lula defendeu a valorização do salário mínimo e questionou a coerência de Flávio. A checagem do ICL apontou que os alimentos subiram nos dois governos, mas 15,9% no governo Lula e 44,2% no governo Bolsonaro, pelos dados do IBGE - por isso classificaram a fala do Flávio como imprecisa.

- *Tarifa zero no ônibus no fim de semana:* 

Lula propôs uma PEC pra garantir gratuidade. Flávio surpreendeu e disse que apoia também, mas criticou que o governo tira no imposto o que dá na passagem. Hoje os dois prometem a mesma coisa, falta só dizer como vai pagar - a NTU calcula R$ 20,8 bi por ano.

- *Privatizações:* 

Flávio disse que se for eleito NÃO vai privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobras. Lula questionou se isso fecha com o discurso dele de cortar gastos.

- *Bets, o "Tigrinho":*

 Um dos momentos mais quentes. Flávio chamou Lula de "pai do Tigrinho". Lula rebateu dizendo que as bets foram liberadas em 2022 no governo Bolsonaro. 

*2. O momento que dominou a internet:*

No primeiro bloco, ao falar de salário mínimo, Flávio usou a expressão "tirar com os nove dedos", em referência à deficiência do Lula, que perdeu parte do dedo aos 17 anos trabalhando como metalúrgico. Lula pediu direito de resposta, que foi concedido pela Globo, e disse: "Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos. Você vai ter que me pedir desculpas". Flávio depois se desculpou. 

*3. Quem foi melhor segundo a avaliação:*

A pesquisa da Quaest feita na hora da Sala de Debate mostrou divisão total por bolha:
- Entre lulistas: Lula 8,7 x Flávio 3,4

- Entre bolsonaristas: Flávio 9,0 x Lula 3,0

- *Entre os independentes, que decidem a eleição: Flávio 6,0 x Lula 5,2*. O melhor momento do Flávio foi ao falar de SUS e corrupção (nota 8,1) e o melhor do Lula foi ao responder sobre o dedo (nota 7,8). 

*4. Fact-checking 

Não teve aquele carimbo de FAKE na tela da TV. A Globo fez o modelo que está fazendo desde o primeiro turno: equipe do Fato ou Fake publicando em tempo real no g1 durante o debate, com selos FATO, NÃO É BEM ASSIM e FAKE.

*CONCLUSÃO :

Debate não muda voto de quem já tem o coração decidido, seja pela memória da Covid, seja por outras mágoas. Mas muda o voto do indeciso, do independente. E ontem esse eleitor ouviu duas promessas iguais (tarifa zero) e duas visões bem diferentes sobre imposto, Estado e saúde.

O recado pro eleitor  : não vote só por amor ou por ódio. Olha a proposta, olha o histórico e confere no DivulgaCand do TSE antes de apertar o 13 ou o 22 no domingo.


*1. A proposta é igual pra agradar.* 

Os dois no debate ontem prometeram tarifa zero, os dois falaram de baixar imposto, os dois falaram de proteger o SUS. Aí o eleitor olha e fala: "se a proposta é a mesma, vou votar no que eu gosto". Vira voto por amor,. Não por projeto.

*2. A diferença  de boato e fake *

 Boato é aquela historinha que corre no grupo:
 "Flávio é vice disso", "Lula é aquilo". Fake é quando pegam um dado real e torcem. Por isso que ontem a checagem não conseguiu carimbar na tela, porque metade não é mentira pura, é meia-verdade pra iludir.

*3.  indeciso e nulo.* 

Quem tá na frente se beneficia do nulo, sempre foi assim. O cara indeciso que não acredita mais em proposta igual, ele anula ou não vai. E aí,, quem já largou na frente no primeiro turno segura a vantagem.

É por isso que o debate ontem foi mais pra não perder voto do que pra ganhar. Ninguém apresentou proposta diferente mesmo, foi só reforçar o amor do seu lado.