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31 de outubro de 2026

REAUMO DO LIVRO DE FAROESTE BANDAS CAPITANEADAS


*CAPÍTULO I e II - A Ruptura*

Sam Cooper e Patrick Hagman são os últimos de uma das famosas "bandas capitaneadas" que aterrorizavam a região. Depois que Roger e seus homens caem nas mãos dos federais, Sam decide abandonar o crime. Patrick, que era o antigo líder de uma dessas bandas, aceita fugir com ele à meia-noite para Butte, em Montana. Tony, outro bandido, fica para assumir o lugar deles, e o perigoso Wilcox já está de olho.

*CAPÍTULO III - Chegada em Butte*


Eles chegam em Butte e se hospedam na Casa-Alojamento da Sally, velha amiga de Sam. Lá conhecem Stander, sobrinho dela, e Ronald, capataz-geral do Rancho Patterson, que está precisando de técnicos em cavalos. É a chance de recomeçar com vida honesta.

*CAPÍTULO IV - O Teste da Melissa*

No Rancho Patterson conhecem Melissa Patterson, a filha linda e mimada do patrão Bernard Patterson. Ela desafia Sam chamando-o de fanfarrão e teimoso como as mulas do Texas. Sam aceita o teste: seu cavalo "Arrow" contra os favoritos dela. Mesmo ela trapaceando e castigando a montaria, Sam vence fácil. Ela fica furiosa, mas começa a se apaixonar pelo gigante texano de San Ângelo, do rio Concho.

*CAPÍTULO V - Intriga no Rancho*


Sam e Patrick são contratados como técnicos especiais. Isso irrita Barry, o capataz, e seu capanga Norman. Eles tentam mandá-los para o trabalho braçal, mas Melissa os defende. Patrick sofre uma queda e fica mancando, e vai se abrigar no salão da viúva Julie, por quem começa a se apaixonar.

*CAPÍTULO VI e VII - Ouro e Apostas*


Sam e Patrick conhecem Stanley Gishop, sobrinho do xerife. Stanley mostra duas pepitas gordas de ouro que achou num riacho de sua propriedade. Sam, que entende de tudo - até de mineração - examina e descobre que as terras valem uma fortuna. Para conseguir dinheiro pra explorar, Sam arma o plano: apostar tudo na grande corrida anual de Butte. Ele garante que o cavalo de Melissa vai vencer com vários corpos de vantagem, mesmo contra o grande criador Strong.

*CAPÍTULO VIII e IX - A Armadilha Final*

O advogado Flynn, irmão do bandido Wilcox, descobre que Patrick Hagman é o ex-chefe das bandas capitaneadas e que Sam Cooper na verdade é o Inspetor Federal Sam Cooper. Ele tenta comprar as terras de Gishop sequestrando sua mulher e exigindo assinatura por 12 mil dólares. Ao mesmo tempo, os homens de Wilcox - Wilson, Tony e Snowdon - atacam Patrick e o deixam quase morto na porta do xerife.

Sam vira o jogo: publica nos jornais que Julie apostou 30 mil dólares nos cavalos de Patterson, inflama a cidade, e arma uma tocaia com o xerife. No saloon Sioux, Sam desmascara todos. Em tiroteio rápido, mata Wilson, Tony e Snowdon. James e Norman são presos e mandados para Helena. Wilcox e Flynn tentam fugir com o dinheiro do assalto à Central, mas são pegos. Flynn é condenado à pena máxima e executado 10 dias depois, Arthur Swiff tem o mesmo fim, Lionel pega 10 anos.

*EPÍLOGO*



Patrick se casa com Julie e abre negócio em Butte. Sam pede demissão dos federais com um relatório que inocenta Patrick e prova sua regeneração. Ele aceita ajudar Stanley Gishop a explorar o ouro. Melissa descobre que o pai de Sam vem morar em Butte e finalmente marca o casamento: "Você vai sentir falta de Patterson? Meu pai precisa de você". Sam responde que Ronald volta a gerir o rancho e ele vai fazer de Melissa a dona de um império do ouro.

É um faroeste diferente, quase sem tiroteio até o final - é mais sobre redenção, cavalos e como um ex-bandido pode virar homem honesto.


RESUMO DE ZZ7 N:499- ÁGUA ADORMECIDA

 

*ZZ7 Nº 499 - Água Adormecida / El Água Dormida - 1980*.

É um dos livros mais filosóficos da série. A Brigitte quase não aparece como agente, ela é a narradora. O herói mesmo é o *Lorne Short*. Aqui vai o resumo completo com spoiler:

A ESTRUTURA

O livro tem um *PRELÚDIO* em Nova York. A Brigitte está no apartamento dela com o Frank Minello. Ele está revoltado com um caso da "próxima humanidade" que ela acabou de resolver.

Ela fala pra ele se acalmar e explica o conceito japonês *Mizu no Kokoro = Água Adormecida*. É um ensinamento budista do mestre dela, o *Sensei Inomura*:

> O espírito do homem tem que ficar calmo, sereno, transparente e belo como água parada de um lago. Só assim ele controla emoções violentas. É o oposto do homem moderno que vive nervoso e querendo o que é dos outros.

Ela diz que vai receber um homem muito especial, reco²mendado pelo próprio Sensei Inomura. Enquanto espera, pede champanhe com cerejas pra governanta Peggy e começa a contar a história desse homem.

QUEM É LORNE SHORT



Lorne Short é sócio de Dick Merrit em Lo Lorne s Angeles. Loiro, olhos claros, 1,82m, uns 30 anos. Parece calmo, imperturbável. O sócio dele está furioso porque um cara chamado Fitzsimmons deu um golpe de 300 mil dólares neles e quer matar o cara.

Lorne fala a frase clássica dele: "Não pense que é muito fácil matar uma pessoa". Ele é um *budoca* - faixa-preta, carateca - discípulo do Sensei Inomura, mesmo mestre da Brigitte.

Lorne recebe uma gravação do Sensei. Na fita, o velho de quase 90 anos está no jardim conversando com flor, com água do lago, com passarinhos, perguntando se existe algo melhor que a vida. A filosofia toda é que a vida tem que ser vivida simples, como os pássaros vivem.

Junto com a fita vem um dossiê: *Vitali Melnikov*, russo, e *Ruth Saville*, uma americana linda, ruiva, de olhos verdes, 25 anos. Missão: Lorne tem que ir para Tóquio investigar Melnikov.

A MISSÃO NO JAPÃO



Lorne vai para o Japão. Melnikov está morando lá com Ruth. Ele se faz de empresário, diz que quer contratar Lorne como segurança. Mas na verdade Melnikov tem um plano.

O plano verdadeiro do Melnikov, que ele só revela no final:
Ele foi contratado por uma outra potência (não é a Rússia) para *sabotar dois petroleiros gigantes, o Tama Maru e o Nissan, na Baía de Tóquio*. Ele ia colocar dinamite com homens-rãs liderados por um chinês que odeia japoneses chamado *Ling Shao*.

A ideia era fazer parecer que foi um agente russo - o próprio Melnikov - fazendo represália pela fuga do Tenente Belenko que desertou da Rússia com um MIG. Assim o mundo ia acusar a Rússia de terrorismo, assassinato em massa e sabotagem, desmoralizando os soviéticos por um bom tempo.

Para disfarçar, Melnikov usa Ruth como isca. Enquanto ele está com uma mulher bonita do lado, ninguém desconfia dele. Ele diz que já estava pensando em eliminar a Ruth quando não precisasse mais dela.

Lorne entra no grupo. Ele tem que provar que é bom de briga. Ling Shao bota dois gigantes chineses pra testar ele e Lorne derrota os dois com golpes de caratê. Melnikov fica impressionado e contrata.

Lorne descobre que ama a Ruth. Ruth também se apaixona por ele, mesmo morando com Melnikov. Tem uma cena famosa na casa da mãe de criação do Sensei, a velha Noriko Okasan, onde Lorne toma um banho de ofurô e encontra a Ruth na água. Ali eles se entendem.

O CLÍMAX NA BAÍA



Melnikov leva todo mundo pra lancha dele à noite. O plano é explodir os petroleiros quando eles chegarem.

Lorne, que já avisou a guarda costeira japonesa e seus 7 homens, consegue virar o jogo. Os japoneses pegam os homens-rãs de Ling Shao no mar e destroem as cargas de dinamite antes delas explodirem.

Na hora que as cargas explodem longe, na água, o mar fica todo vermelho, as ondas ficam altíssimas e a lancha quase vira.

Melnikov percebe que perdeu. Pega a arma de um oficial japonês e tenta matar o Lorne gritando "Prepare-se porque vou matá-lo!"

Lorne, com o espírito em Mizu no Kokoro, calmo como água adormecida, dá um golpe só na testa dele e derruba.

Melnikov, vendo que vai ser preso, tenta negociar: "Troco minha liberdade por informações vitais". Ele conta todo o plano geopolítico por trás, que foi contratado por outra nação.

Lorne entrega ele para as autoridades japonesas, mas cumpre a promessa de deixar ele contar tudo.

O EPÍLOGO - VOLTA EM NOVA YORK




Aí volta para o prelúdio. A Brigitte termina de contar a história pro Frank Minello e pra Peggy.

A campainha toca. É o próprio Lorne Short chegando no apartamento dela em Nova York. A Brigitte fala que agora ele quer expandir os negócios dele na costa leste dos EUA e precisa de ajuda, contatos e dinheiro. Ela diz que vai ajudar porque 50% de todo lucro que Lorne ganha ele doa para obras sociais e associações de caridade.

O Frank olha pro Lorne e entende na hora o que é Mizu no Kokoro: o cara tem um sorriso calmo e um olhar tranquilo, mesmo tendo passado por tudo aquilo.

O livro termina com a Brigitte esperando o champanhe novo com cerejas, e o Lorne reencontrando a Ruth depois, com a bênção do Sensei Inomura que diz "toda decisão que contém amor é válida".

E a última frase é da Ruth pro Lorne: "Espero que você me ajude a manter o espírito tranquilo como as águas adormecidas, mas não espere o mesmo do meu corpo, porque este é um vulcão em erupção."


É um ZZ7 bem diferente, quase sem cenas da Baby em ação, é mais um livro de artes marciais e filosofia budista com espionagem no fundo.

CORDEL DO DIA DO SACI




CORDEL DO FOLCLORE BRASILEIRO - O BRASIL QUE O POVO CONTOU

Vou contar num cordel ligeiro
A história do nosso folclore,
Que nasceu no Brasil inteiro
Com o cheiro do interior,
É a alma do brasileiro
Contada com muito amor.

Folclore vem de folk e lore,
Palavra do estrangeiro,
Folk é povo, lore é saber,
Disse o inglês primeiro,
Mas no Brasil virou viver
Do nosso povo festeiro.

Foi no dia vinte e dois
De agosto que marcaram,
Dezenove e sessenta e cinco
A data oficializaram,
Pra lembrar nossa cultura
Que os antigos nos deixaram.



Mas hoje trinta e um de outubro
Também é comemoração,
É o Dia do Saci-Pererê
Símbolo da nossa nação,
Botaram no mesmo dia
Da bruxa e do assombrão.

Pra valorizar o que é nosso
E não só o que vem de fora,
A gente tem Saci e Cuca
Que o gringo não bota à prova,
Nosso terror é brasileiro
E o nosso povo adora.


Agora vou apresentar
Os personagens principais,
Que moram no nosso mato,
Nos rios e nos quintais,
Cada um com seu mistério
E seus poderes naturais.

O Saci é o mais famoso,
Menino de uma perna só,
De gorro vermelho na cabeça,
Vive aprontando no pó,
Fuma cachimbo e some
Num redemoinho de cipó.

Tem o Curupira ligeiro,
Cabelo de fogo a brilhar,
Pés virados pra trás
Pra ninguém conseguir achar,
Protetor da nossa mata
Que vive a nos guardar.

A Iara mora nas águas,
Sereia de encantar,
Cabelo preto, canto lindo,
Que faz o homem sonhar,
Leva pro fundo do rio
Quem tentar se aproximar.



Boitatá é cobra de fogo
Que brilha no escuridão,
Protege o campo e a mata
Com fogo no coração,
Quem bota fogo na floresta
Sente a sua aflição.

Tem o Boto cor-de-rosa
Que vira rapaz bonito,
Na festa de São João
Ele aparece no esquisito,
De chapéu pra esconder o furo
E encantar com seu rito.


A Cuca é velha feia
Que rouba menino que não dorme,
Mula-sem-cabeça corre
Soltando fogo enorme,
Lobisomem na lua cheia
Deixa o povo disforme.

Tem Negrinho do Pastoreio
Que ajuda a quem perdeu,
Boi Bumbá que morre e vive,
Festa que o povo ergueu,
E o Mapinguari gigante
Que no norte apareceu.

Mas o folclore não é só lenda
De assombração e mistério,
É também o que comemos,
O que dançamos no império,
É o frevo, o maracatu,
O cordel e o refrão sério.

Agora falo dos homens
Que botaram no papel,
Que não deixaram morrer
Esse tesouro tão fiel,
Foram os guardiões da história
Como abelha guarda o mel.


Câmara Cascudo primeiro,
Potiguar de grande valor,
Escreveu o Dicionário
Do folclore com amor,
Viajou o Brasil inteiro
Sendo o maior pesquisador.

Monteiro Lobato veio
Com seu Sítio do Picapau,
Botou Saci, Cuca e tudo
Numa história sem final,
Fez a criança brasileira
Amar o nosso quintal.

Mário de Andrade também,
Com Macunaíma escreveu,
Retratou o povo brasileiro
Do jeito que ele entendeu,
Misturou lenda e malandragem
Como ninguém mais fez, meu.

Mário e Câmara Cascudo,
Silvio Romero também,
Cecília Meireles, poetas,
Que não deixaram ninguém
Esquecer da nossa raiz,
Do nosso maior bem.

Por isso hoje, Dia do Saci,
Eu faço essa oração,
Vamos contar pros netos
A história da nossa nação,
Que folclore não é atraso,
É riqueza e fundação.

Viva o Saci-Pererê!
Viva o Curupira também!
Viva a Iara e o Boto!
Viva o nosso povo, amém!
Viva o folclore brasileiro
Que não morre pra ninguém!


TIRINHAS CURTAS DO RECRUTA ZERO


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30 de outubro de 2026

UM SORRISO NÃO APAGA A DOR - POESIA DE RICARDO





UM SORRISO NÃO APAGA A DOR

Um sorriso não apaga a dor
de um coração sofrido,
por mais que a boca ria,
o peito continua ferido.

A gente tenta ser feliz,
tenta ser alegre, sorrir,
mas a dor não vai embora
só porque a gente insistiu.

Ela fica,
quieta,
crescendo devagar,
como erva daninha
no jardim do peito,
vai tomando tudo,
vai fazendo morada.

É a solidão de um amor perdido,
que não se explica,
que não se apaga,
que não passa pra frente
como se fosse nada.

Não adianta mostrar a flor
se não mostrar o espinho,
não adianta mostrar o sorriso
escondendo o caminho
que o coração sofreu sozinho.

A dor não se apaga com retrato bonito,
ela mora por dentro,
no canto mais aflito.

E só quem já sofreu
de verdade, de amor,
sabe que um sorriso,
às vezes,
é só a maquiagem da dor.


Eu sorrio pra não chorar,
eu canto pra não morrer,
eu falo que tá tudo bem
só pra ninguém saber.

Por dentro é tempestade,
por fora é céu azul,
ninguém vê a madrugada
que mora no peito meu.

Você plantou saudade
e foi embora sem olhar.
A saudade criou raiz,
começou a brotar.

Hoje é mato fechado
dentro do coração,
quanto mais eu arranco,
mais cresce a solidão.

Não tem jardineiro
que dê jeito nisso não,
dor de amor perdido
não morre com oração.


Me perguntam se eu tô bem,
eu digo que tô legal.
Mas só Deus e meu travesseiro
sabem o peso do meu mal.