*CORDEL DO VOTO DA MULHER - A CONQUISTA DE 1932* Vou contar numa poesia desta história tão bonita, que começou na tristeza e acabou em conquista. É a história da mulher que de escrava da vida virou dona do seu voto, virou gente decidida. Antigamente, minha gente, a mulher não valia nada, não podia abrir a boca, vivia trancafiada. O seu lugar era em casa, no fogão, na pia, na lida, não podia estudar, não tinha voz na política. O homem era quem mandava, era dono da eleição, a mulher só obedecia, sem direito e sem razão. Não podia ter um título, não podia se alistar, diziam que era fraca, que não sabia votar. Mas no peito da mulher ardía uma revolução, Bertha Lutz levantou a voz com coragem e coração. Nísia Floresta já dizia lá nos tempos do Império: "Mulher tem inteligência, não é bicho de cativeiro!" No Rio Grande do Norte, terra de povo valente, Celina Guimarães Viana foi a primeira, de repente. Em Mossoró, em 1928, se alistou pra votar, abriu a porteira grande que ninguém ma...