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11 de outubro de 2026

NOSSA AENHORA Ê MAE DE TODOS QUE TEM FÉ EM JESUS




O RESPEITO QUE CABE EM TODA FÉ - DIA DA PADROEIRA

Hoje é 12 de outubro. Feriado no Brasil.

Para muita gente é só um dia de folga. Mas para quem tem fé, é um dia de significado dobrado. É Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, e é Dia das Crianças. E essas duas datas juntas não foi por acaso. Foi Deus que juntou, porque as duas falam da mesma coisa: de pureza, de esperança e de recomeço.

Vamos lembrar a história, porque história que o povo esquece, o povo deixa de aprender.

Ano de 1717. Três pescadores simples, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, foram pescar no Rio Paraíba do Sul. Não era pra ficar rico. Era pra fazer um almoço para receber um governador que vinha de passagem. Mas o rio não dava peixe. Jogava rede, puxava rede, nada. Já estavam tristes, achando que iam voltar de mãos vazias, com vergonha.

Aí numa jogada de rede, veio algo pesado. Não era peixe. Era um pedaço de uma imagem. Uma cabeça de santa, sem corpo. Jogaram de novo, mais embaixo, e veio o corpo da mesma santa. Era Nossa Senhora da Conceição, negra, porque ficou muito tempo no fundo do rio.

Eles juntaram a cabeça com o corpo. Limparam. E naquele momento, a santa quebrada ficou inteira de novo. E o milagre maior: depois disso, o rio que não dava nada, encheu de peixe. Tanto peixe que quase virou o barco.

Por que essa história atravessou 300 anos e continua viva? Porque ela não é só história de pescador. É a nossa história.

Quem de nós nunca se sentiu quebrado? Quem nunca se sentiu partido ao meio, sem cabeça pra pensar e sem corpo pra trabalhar? Quem nunca jogou a rede da vida e não pescou nada? A gente se identifica. A gente olha pra aquela santa quebrada que ficou inteira e pensa: eu também posso ficar inteiro de novo.

Por isso que no dia 12 de outubro milhões de pessoas vão pra Aparecida. Gente de ônibus, a pé, de joelho, chorando, pagando promessa, pedindo. Não vai lá rico, vai o povo. O povo que sofre, que trabalha, que acredita.

Mas tem uma lição dessa história que a gente fala pouco e hoje precisa falar muito: a lição do respeito.

A santa apareceu no rio. O rio é de todo mundo. O rio não tem dono, não tem cerca, não tem religião. O rio corre pra todos. E a santa que apareceu no rio, veio pra ensinar isso. Que a fé tem que ser igual rio: correr pra todos.

Infelizmente, hoje tem muita gente que usa o nome de Deus para fazer o contrário do que Deus mandou. Tem gente que acha que defender a sua fé é atacar a fé do outro. Que para provar que a sua religião é certa, precisa dizer que a do outro é errada, é do diabo, é mentira.

Isso não é fé. Isso é vaidade. Isso é orgulho vestido de oração.

Vamos ser sinceros aqui na nossa crônica de hoje:

O católico que reza o terço todo dia está procurando paz.
O evangélico que abre a Bíblia de madrugada está procurando paz.
O espírita que faz sua prece pelos espíritos está procurando paz.
O irmão do candomblé, da umbanda, que bate seu tambor e acende sua vela, está procurando paz.
E aquele que não tem religião nenhuma, mas levanta cedo, trabalha honesto e ajuda o vizinho, também está procurando paz.

São caminhos diferentes para subir a mesma montanha. Lá em cima, no topo, o que tem é Deus. E cada um chama Deus de um jeito.

Nenhum Padre, nenhum Pastor, nenhum Pai de Santo, nenhum dirigente sério ensina a odiar. Se alguém está ensinando ódio em nome da fé, pode ter certeza que não está falando em nome de Deus. Está falando em nome dele mesmo.

Respeitar não quer dizer que você precisa largar a sua fé e ir pra fé do outro. Respeitar não é concordar. Respeitar é entender.

É entender que aquela senhora que acende vela pra Nossa Senhora Aparecida está fazendo igualzinho a você que levanta a mão na igreja. Ela está pedindo. Ela está agradecendo. Ela é sua irmã de fé, mesmo que a fé seja diferente.

Hoje é dia de ensinar isso pras crianças, já que é dia delas também. A criança não nasce com preconceito religioso. Quem ensina preconceito é o adulto. A criança vê um coleguinha rezando diferente e não liga. Ela quer brincar. É o adulto que fala: "não brinca com aquele menino porque ele é de outra religião". Que tristeza.

Se a gente quer um Brasil melhor, tem que começar ensinando respeito dentro de casa.

Como é que a gente pode dizer que ama Nossa Senhora Aparecida, que é mãe, se a gente vive xingando os outros filhos dela?

Mãe é isso. Mãe não escolhe. Mãe não pergunta na hora da dor: "meu filho, qual é a sua religião?". Mãe abre os braços e acolhe. Se Nossa Senhora é mãe do Brasil, ela é mãe dos 200 milhões de brasileiros, de todos. Do branco, do negro, do católico, do evangélico, do que tem e do que não tem fé.

Por isso, nesse feriado de 12 de outubro, a minha mensagem pra você que está lendo o Ouvir e Ver é essa:

Acenda sua vela, reze seu terço, leia sua Bíblia, bata seu tambor, faça sua oração do jeito que você aprendeu com sua mãe, com sua avó. Mas deixe o outro fazer a oração dele em paz.

A fé que precisa humilhar a outra pra se sentir grande, é uma fé pequena.

A fé grande é aquela que respeita.

Que Nossa Senhora Aparecida abençoe a sua casa hoje. E que o respeito abençoe o Brasil.

Viva a Padroeira!

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