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24 de outubro de 2026

ANALISE DO DEBATE PRESIDENCIAL DA GLOBO



Debate Globo: Lula x Flávio Bolsonaro (23/10)

Ontem foi o último cara a cara antes da eleição de domingo (25/10). Mediação do César Tralli, 4 blocos, mais de 2h de debate. Foi o debate mais tenso da campanha.

*1. O que marcou 

- *Economia e poder de compra:* 

Foi o tema que mais tempo tomou. Flávio bateu na carga tributária, no IVA e no preço dos alimentos. Lula defendeu a valorização do salário mínimo e questionou a coerência de Flávio. A checagem do ICL apontou que os alimentos subiram nos dois governos, mas 15,9% no governo Lula e 44,2% no governo Bolsonaro, pelos dados do IBGE - por isso classificaram a fala do Flávio como imprecisa.

- *Tarifa zero no ônibus no fim de semana:* 

Lula propôs uma PEC pra garantir gratuidade. Flávio surpreendeu e disse que apoia também, mas criticou que o governo tira no imposto o que dá na passagem. Hoje os dois prometem a mesma coisa, falta só dizer como vai pagar - a NTU calcula R$ 20,8 bi por ano.

- *Privatizações:* 

Flávio disse que se for eleito NÃO vai privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobras. Lula questionou se isso fecha com o discurso dele de cortar gastos.

- *Bets, o "Tigrinho":*

 Um dos momentos mais quentes. Flávio chamou Lula de "pai do Tigrinho". Lula rebateu dizendo que as bets foram liberadas em 2022 no governo Bolsonaro. 

*2. O momento que dominou a internet:*

No primeiro bloco, ao falar de salário mínimo, Flávio usou a expressão "tirar com os nove dedos", em referência à deficiência do Lula, que perdeu parte do dedo aos 17 anos trabalhando como metalúrgico. Lula pediu direito de resposta, que foi concedido pela Globo, e disse: "Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos. Você vai ter que me pedir desculpas". Flávio depois se desculpou. 

*3. Quem foi melhor segundo a avaliação:*

A pesquisa da Quaest feita na hora da Sala de Debate mostrou divisão total por bolha:
- Entre lulistas: Lula 8,7 x Flávio 3,4

- Entre bolsonaristas: Flávio 9,0 x Lula 3,0

- *Entre os independentes, que decidem a eleição: Flávio 6,0 x Lula 5,2*. O melhor momento do Flávio foi ao falar de SUS e corrupção (nota 8,1) e o melhor do Lula foi ao responder sobre o dedo (nota 7,8). 

*4. Fact-checking 

Não teve aquele carimbo de FAKE na tela da TV. A Globo fez o modelo que está fazendo desde o primeiro turno: equipe do Fato ou Fake publicando em tempo real no g1 durante o debate, com selos FATO, NÃO É BEM ASSIM e FAKE.

*CONCLUSÃO :

Debate não muda voto de quem já tem o coração decidido, seja pela memória da Covid, seja por outras mágoas. Mas muda o voto do indeciso, do independente. E ontem esse eleitor ouviu duas promessas iguais (tarifa zero) e duas visões bem diferentes sobre imposto, Estado e saúde.

O recado pro eleitor  : não vote só por amor ou por ódio. Olha a proposta, olha o histórico e confere no DivulgaCand do TSE antes de apertar o 13 ou o 22 no domingo.


*1. A proposta é igual pra agradar.* 

Os dois no debate ontem prometeram tarifa zero, os dois falaram de baixar imposto, os dois falaram de proteger o SUS. Aí o eleitor olha e fala: "se a proposta é a mesma, vou votar no que eu gosto". Vira voto por amor,. Não por projeto.

*2. A diferença  de boato e fake *

 Boato é aquela historinha que corre no grupo:
 "Flávio é vice disso", "Lula é aquilo". Fake é quando pegam um dado real e torcem. Por isso que ontem a checagem não conseguiu carimbar na tela, porque metade não é mentira pura, é meia-verdade pra iludir.

*3.  indeciso e nulo.* 

Quem tá na frente se beneficia do nulo, sempre foi assim. O cara indeciso que não acredita mais em proposta igual, ele anula ou não vai. E aí,, quem já largou na frente no primeiro turno segura a vantagem.

É por isso que o debate ontem foi mais pra não perder voto do que pra ganhar. Ninguém apresentou proposta diferente mesmo, foi só reforçar o amor do seu lado.





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