OS DOIS CAMINHOS DA POLITICA
*A LUZ NO FIM DO CAMINHO*
Eu fico olhando para a política do Brasil hoje e me vem uma coisa na cabeça.
No fundo, no fundo, nós só temos dois caminhos. É a direita e é a esquerda. O resto é legenda. É sigla que, na hora H, vai para um lado ou vai para o outro. Mas a essência são duas.
E eu fico pensando: qual é a diferença real entre as duas?
Eu conversei com gente da direita. Gente séria. E o que eles me dizem? Eles me dizem que acreditam na ordem, no trabalho, na liberdade de empreender, na família como base, no Estado que não atrapalha quem quer produzir. Eles acham que é assim que o país anda.
Eu conversei com gente da esquerda. Gente séria também. E o que eles me dizem? Eles me dizem que acreditam na justiça social, em amparar quem mais precisa, em um Estado que cuida, que diminui a desigualdade, que dá oportunidade para quem nunca teve.
E eu parei para pensar. No papel, nas duas conversas, o que eu vi? Eu vi a mesma filosofia.
As duas querem, no final, a mesma coisa. Que o povo viva melhor.
A direita fala em gerar emprego. A esquerda fala em proteger o emprego. Não é a mesma meta?
Uma fala em liberdade, a outra fala em igualdade. Mas que adianta liberdade sem igualdade, e igualdade sem liberdade?
O propósito tinha que ser um só. Servir ao povo.
Eu sempre comparei política com religião. Temos várias religiões no Brasil. Católica, evangélica, espírita, umbanda, tantas outras. Cada uma com seu jeito de rezar, com seu templo diferente. Mas qual é a meta grande de todas? É servir a Deus. É buscar o bem.
A política deveria ser igual. Vários partidos, vários jeitos de pensar, mas uma meta só: servir ao povo.
Só que o que eu vejo hoje não é isso. O que eu vejo é a degradação.
Eu vejo político que já foi de direita e hoje é de esquerda. E político que já foi de esquerda e hoje é de direita. E eu me pergunto: ele mudou de filosofia ou só mudou de legenda? Porque a filosofia de servir ao povo não deveria mudar de lado.
O que eu vejo são partidos se degladiando. Um querendo ser melhor que o outro. Um querendo destruir o outro. Perdem tempo atacando, xingando, criando ódio na rede, e esquecem do principal.
Enquanto eles brigam entre si para ver quem é o dono da verdade, o povo fica no meio, esperando. Esperando saúde, esperando escola, esperando segurança, esperando estrada.
A briga virou mais importante que o projeto.
Eu não quero saber quem grita mais alto. Eu quero saber quem vai pensar no Brasil como um todo. Quem vai emanar as ideias boas da direita e as ideias boas da esquerda num propósito único.
Porque tem coisa boa nos dois lados. Tem. Quem disser que não tem, está mentindo.
A gente precisa de ordem e precisa de cuidado. Precisa de economia forte e precisa de social forte. Um não vive sem o outro.
Eu ainda acredito que tem uma luz no fim do caminho. Eu acredito que uma hora esse ódio vai cansar. Que o eleitor vai cansar. E que vamos voltar a cobrar o básico: não me importa se você é de direita ou de esquerda, me importa se você vai servir ao povo.
No dia que a direita e a esquerda entenderem que o inimigo não é uma a outra, mas sim a miséria, o desemprego e a falta de esperança, nesse dia o Brasil anda.
Essa é a crônica que eu queria fazer hoje.


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